A conferência decidiu também aumentar o envio de equipamentos de comunicação para opositores ao governo sírio. O presidente francês, François Hollande, disse que o conflito na Síria ameaça a segurança mundial. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, acusou a Rússia e a China de bloquearem ações para o fim da violência no país.
França e Estados Unidos, participantes do grupo, defendem que o plano de transição política, acertado no último fim de semana em reunião em Genebra, seja incluído em uma resolução do Conselho de Segurança, dando margem a sanções ou intervenções na Síria. O grupo também se comprometeu a apoiar os sírios na coleta de provas de crimes de guerra e de violações dos direitos humanos. Os países ocidentais consideram que o acordo de Genebra implica a saída de Assad, enquanto Rússia e China pensam o contrário, e acreditam que corresponde ao povo sírio decidir a respeito.
O vice-ministro russo de Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov, rebateu a declaração de Hillary Clinton negando que a Rússia respalde o governo sírio. “Rejeitamos categoricamente as declarações de que a Rússia apoia o regime de Bashar Al Assad na situação que se instalou na Síria”, declarou Riabkov. Ele disse que seu país está empenhado em promover o diálogo político entre representantes do governo sírio e da oposição.
A violência entre opositores e o governo de Bashar al-Assad deixou mais de 16 mil mortos nos últimos 16 meses, quando começou o conflito, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), organização com sede em Londres.