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Países árabes pedem fim do “derramamento de sangue” na Síria

Segundo a ONU, a repressão do regime alauita já provocou mais de 2.600 mortos desde março

Os ministros árabes de Negócios Estrangeiros pressionaram as autoridades sírias nesta terça-feira para “terminarem de imediato com o derramamento de sangue”, em uma referência à repressão sobre o movimento que contesta o regime do presidente Bachar al Assad. Ao fim da reunião na sede da Liga Árabe, no Cairo, os ministros árabes ressaltaram a “necessidade de alterações imediatas que conduzam ao fim do derramamento de sangue e à proteção do povo sírio”, segundo o comunicado divulgado pelo chefe da diplomacia do Catar, xeque Hamad ben Jassem al Thani.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a repressão do regime alauita, desencadeada em março, já provocou mais de 2.600 mortos. “O exército deve retirar-se das cidades para permitir o início de um diálogo entre o povo e o governo. Não podemos aceitar o prosseguimento da máquina de matar nesse país (Síria)”, disse o ministro, e também chefe do governo do Catar, no encerramento da sessão ordinária do Conselho da Liga.

“A liderança síria deve adotar medidas urgentes para aplicar o acordo obtido durante a visita a Damasco de Nabil al Arabi, secretário-geral da Liga Árabe”, disse o xeque Hamad.

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