Ao ler a declaração final, Ashton destacou que os ministros concordam que existem "fortes suspeitas" de que o regime sírio é responsável pela utilização de armas químicas nos ataques que provocaram centenas de mortes nos subúrbios de Damasco. No início do encontro, vários ministros afirmaram que era importante esperar o resultado do relatório dos inspetores da ONU sobre os ataques químicos antes de um pronunciamento.
O ministro alemão, Guido Westervelle, surpreendeu a todos ao anunciara que Berlim assinou o pedido de uma "resposta internacional forte" feito na véspera por 11 países, incluindo Estados Unidos, que participaram na reunião do G20. A Alemanha era o único país da UE membro do G20 que não havia assinado o pedido. O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, afirmou que o anúncio mostra que a Europa está unida.
EUA não vai esperar relatório da ONU
Kerry alertou que os Estados Unidos não se comprometeram a aguardar o relatório da ONU sobre armas químicas na Síria para uma possível intervenção militar contra Damasco. O secretário norte-americano afirmou que informaria à equipe de segurança nacional sobre as recomendações de alguns membros da UE de esperar os resultados da inspeção da ONU. Mas o chefe da diplomacia americana "também disse claramente que os Estados Unidos não decidiram esperar" este relatório antes de uma possível ação, afirmou a fonte diplomática, que estava presente na sala de negociações da capital da Lituânia, país que preside atualmente a UE.
Kerry tentou neste sábado convencer a UE a apoiar a ideia de uma intervenção na Síria, um dia depois da reunião do G20 na qual o presidente americano, Barack Obama, não conquistou um grande respaldo ao projeto. A maioria dos 28 países do bloco, com exceção da França e Dinamarca, se mostram reticentes ou contrários a uma ação militar.