"Os investigadores da polícia suíça foram informados na terça-feira, 8 de fevereiro, que o pai das gêmeas enviou oito cartas de Bari à sua mulher, segundo os correios", declarou o porta-voz da polícia do cantão de Vaud, Jean-Christophe Sauterel. Sete das cartas despachadas por ele também continham dinheiro, num total de 4,400 euros. "O último envelope, com data de quinta-feira, 3 de fevereiro, continha uma carta na qual o pai declara ter matado as duas filhas e revelando que está em Cerignola, onde pretendia se matar", indicou Sauterel. "Ele afirma na carta que as meninas não sofreram e descansam em paz", acrescentou o porta-voz.
As operações de busca das crianças já duram 12 dias. "Provavelmente, as crianças estão na Córsega", estimou Sauterel, referindo-se a um dos últimos locais visitados por Schepp antes de morrer. As buscas concentram-se na região noroeste da ilha francesa, onde o pai das meninas ficou hospedado.
As polícias da Suíça, França e Itália estão mobilizadas na macabra procura pelas irmãs, cujo desaparecimento foi denunciado depois que Matthias Schepp não retornou para a Suíça com as filhas em 30 de janeiro. Ele se matou quatro dias depois. A atitude de desespero seria uma reação ao pedido de separação da mulher, Irina Lucidi, e à disputa pela guarda das filhas do casal.
Na quinta-feira, os investigadores revelaram que, após examinar o computador de Schepp, descobriram que ele havia consultado diversos sites sobre suicídio, envenenamento e armas de fogo. Nenhuma arma foi encontrada em sua casa.
"Estamos lidando com uma pessoa extremamente meticulosa que planejou um número de coisas, incluindo sua viagem à Córsega", disse Sauterel. A família de Irina Lucidi diz que Shcepp, de 43 anos, sofria de esquizofrenia. O jornal suíço 24 Heures informou que ele estava recebendo tratamento psiquiátrico, mas não havia sinais de que representasse uma ameaça às filhas - ao contrário, era descrito como um pai amoroso e dedicado.