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Pai de Anders Breivik diz que filho deveria ter se suicidado ao invés de matar pessoas

Milhares de pessoas se reuniram no centro de Oslo para prestar homenagem às vítimas

Milhares de pessoas se reuniram no centro de Oslo para prestar homenagem às vítimas
Milhares de pessoas se reuniram no centro de Oslo para prestar homenagem às vítimas Foto : Aleksander Andersen / AFP
Jens Breivik, o pai de Anders Behring Breivik, suspeito do massacre na Noruega, afirmou que seu filho deveria ter cometido suicídio ao invés de realizar uma matança. "Acho que o que ele devia ter feito era se matar ao invés de matar tantas pessoas", declarou Jens Breivik ao canal de televisão norueguês TV2, falando em sua residência na localidade francesa de Cournanel, onde se encontra sob proteção policial.

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De acordo com o promotor da localidade, Antoine Leroy, os policiais se encontram vigiando as imediações da residência do pai do atirador desde domingo a título preventivo "Nenhum elemento nos faz pensar na menor ameaça contra este homem, mas é algo preventivo. Houve rumores de uma revista da casa, mas isso é totalmente inexato. Não há nenhuma questão judicial em Cournanel", afirmou.

Em entrevista divulgada no domingo pelo jornal norueguês Verdens Gang, Jens Breivik declarou-se comovido com a situação e afirmou que não vê o filho há mais de 15 anos. “Estava lendo as notícias na internet e, de repente, vi seu nome e sua foto. Ainda não consegui me recuperar da comoção", declarou o aposentado, afirmando ignorar as atividades às quais se dedicava o filho.

O homem, divorciado da mulher desde o nascimento do filho, disse ter perdido o contato em 1995, quando Anders Behring Breivik tinha 15 ou 16 anos. "Quando era mais novo, era um menino normal, mas retraído, e não se interessava por política", disse.

Manifestação em Oslo

Nesta segunda-feira, milhares de pessoas se reuniram no centro de Oslo para prestar homenagem às vítimas do duplo ataque de sexta-feira. A maioria dos participantes levavam rosas, respondendo a um chamado realizado em várias outras cidades do país.

As ruas foram fechadas para a circulação para esta manifestação, batizada de "A marcha das flores", no mesmo dia em que o juiz Kim Heger ouviu o depoimento de Anders Behring Breivi.

Durante a audiência, o suspeito reconheceu os fatos, mas não se declarou culpado e explicou que queria defender seu país e a Europa do islamismo e do marxismo, segundo declarou o juiz à imprensa, ao término da primeira audiência do caso.

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