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De acordo com o promotor da localidade, Antoine Leroy, os policiais se encontram vigiando as imediações da residência do pai do atirador desde domingo a título preventivo "Nenhum elemento nos faz pensar na menor ameaça contra este homem, mas é algo preventivo. Houve rumores de uma revista da casa, mas isso é totalmente inexato. Não há nenhuma questão judicial em Cournanel", afirmou.
Em entrevista divulgada no domingo pelo jornal norueguês Verdens Gang, Jens Breivik declarou-se comovido com a situação e afirmou que não vê o filho há mais de 15 anos. “Estava lendo as notícias na internet e, de repente, vi seu nome e sua foto. Ainda não consegui me recuperar da comoção", declarou o aposentado, afirmando ignorar as atividades às quais se dedicava o filho.
O homem, divorciado da mulher desde o nascimento do filho, disse ter perdido o contato em 1995, quando Anders Behring Breivik tinha 15 ou 16 anos. "Quando era mais novo, era um menino normal, mas retraído, e não se interessava por política", disse.
Manifestação em Oslo
Nesta segunda-feira, milhares de pessoas se reuniram no centro de Oslo para prestar homenagem às vítimas do duplo ataque de sexta-feira. A maioria dos participantes levavam rosas, respondendo a um chamado realizado em várias outras cidades do país.
As ruas foram fechadas para a circulação para esta manifestação, batizada de "A marcha das flores", no mesmo dia em que o juiz Kim Heger ouviu o depoimento de Anders Behring Breivi.
Durante a audiência, o suspeito reconheceu os fatos, mas não se declarou culpado e explicou que queria defender seu país e a Europa do islamismo e do marxismo, segundo declarou o juiz à imprensa, ao término da primeira audiência do caso.