O casal respondia a perguntas sobre a maneira como os Estados Unidos podem tentar salvar outro refém americano, Peter Kassig, que os jihadistas ameaçam executar. Washington sempre se negou a pagar resgates para obter a libertação de reféns, e Diane Foley afirmou no mês passado que teve a impressão de que os esforços da família para salvar seu filho foram encarados como um incômodo pelas autoridades americanas. "Acredito que nosso governo fez o que pôde para encontrar um meio de libertar nosso filho", afirmou nesta sexta-feira Diane Foley.
John Foley considerou que é difícil saber se o pagamento de um resgate teria permitido salvar seu filho, mas estimou que "de qualquer forma não custava nada negociar, tentar iniciar negociações" com o EI. "Essa gente precisa ser compreendida (...) Acredito que devemos falar com eles, devemos estudá-los", disse sua esposa.
Sequestrado em novembro de 2012 no norte da Síria, James Foley cobriu a rebelião contra o regime de Bashar al-Assad para o grupo de imprensa americano GlobalPost, para a Agence France-Presse (AFP) e para outros meios de comunicação.
Os pais de James Foley estão na França para participar de uma homenagem ao seu filho e a outros jornalistas mortos nos últimos meses em zonas de conflito, por ocasião da entrega do Prêmio Bayeux de correspondentes de guerra.