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Países aliados da Venezuela rechaçam ataques dos EUA

Espanha, Colômbia e o ex-presidente boliviano Evo Morales também se manifestaram após a ação que sequestrou o chefe de estado venezuelano Nicolás Maduro

Um veículo queimado foi encontrado na base aérea de La Carlota, em Caracas, capital venezuelana, após ataques
Um veículo queimado foi encontrado na base aérea de La Carlota, em Caracas, capital venezuelana, após ataques Foto : Juan Barreto / AFP / CP

Países próximos à Venezuela e outros aliados de seu presidente, Nicolás Maduro, como Rússia, Irã e Cuba, rechaçaram neste sábado os ataques dos Estados Unidos contra a nação caribenha.

O presidente americano, Donald Trump, confirmou em sua rede Truth Social um ataque em grande escala e a captura de Maduro junto com sua esposa, que foram retirados do país. O governo venezuelano denunciou uma "gravíssima agressão militar” de Washington após fortes explosões serem ouvidas na capital, e decretou estado de exceção.

Líderes internacionais aliados da Venezuela rejeitaram os acontecimentos após meses de advertências de Trump a Maduro. Em contraste, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura do dirigente chavista.

Rússia

A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a "hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.

"Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

Irã

O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou "firmemente o ataque militar americano”.

"O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.

Cuba

Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um "terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.

O líder cubano pediu uma "reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.

Colômbia

O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques "com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.

A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna "imediatamente”.

Argentina

"A LIBERDADE AVANÇA, VIVA A LIBERDADE, PORRA”, escreveu o presidente argentino, Javier Milei, em resposta a uma publicação de um meio de comunicação que informava sobre a captura de Maduro.

Espanha

A diplomacia da Espanha afirmou que o país está disposto “a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise”.

Evo Morales

O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia "com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos. “A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X (antigo Twitter).

Senadores democratas

O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm "interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”. "Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.

Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação "ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.