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Paises ricos acolheram apenas 1,39% dos refugiados da Síria

ONG cobra esforço das nações para atender mais do que as 67,1 mil pessoas de um universo de 4,8 milhões

ONG cobra esforço das nações para atender mais do que as 67,1 mil pessoas de um universo de 4,8 milhões
ONG cobra esforço das nações para atender mais do que as 67,1 mil pessoas de um universo de 4,8 milhões Foto : Mohamad Abazeed / AFP/ CP
Os países ricos acolheram apenas uma pequena parcela dos quase cinco milhões de refugiados procedentes da Síria. Os números publicados pela ONG britânica Oxfam, em um relatório divulgado nesta terça-feira, apontam para apenas 67,1 mil pessoas, ou 1,39% dos refugiados.

No texto, a ONG pede aos países ricos que façam um esforço e que aceitem pelo menos 10% dos 4,8 milhões de sírios registrados na região. A Oxfam publicou seu informe na véspera de uma conferência internacional promovida pela ONU em Genebra, quando os países têm de prever lugares para reinstalar os refugiados sírios.

A grande maioria permanece nos países próximos quando o conflito chega a seu sexto ano. O objetivo da conferência da ONU é conseguir "compartilhar a responsabilidade global" derivada da crise dos refugiados, provocada pela guerra nesse país. Já são mais de 270 mil mortos.

Segundo a Oxfam, apenas três países ricos - Canadá, Alemanha e Noruega - fizeram mais do que lhes cabia em matéria de acolhida permanente de refugiados. Outros cinco países - Austrália, Finlândia, Islândia, Suécia e Nova Zelândia - também se comprometeram a fazer 50% mais do que sua parte. Já os 20 países restantes examinados pela Oxfam estão abaixo das expectativas.

Os Estados Unidos se comprometeram com 7% dos quase 171 mil considerados sua parte. Até agora, o governo americano reinstalou 1.812 refugiados sírios e indicou que assumirá mais 10 mil. Holanda também beira os 7%; Dinamarca, 15%; e Grã-Bretanha, 22%, segundo a Oxfam.

De acordo com a diretora da Oxfam, Winnie Byanyima, "os países com economias fortes, serviços eficazes e infraestruturas desenvolvidas, podem reinstalar de imediato meio milhão de refugiados, se assim decidirem". Byanyima destacou que, no Líbano, um em cada cinco habitantes é um refugiado sírio e, na Jordânia, um em cada dez.