No momento da entrada em vigor do cessar-fogo, o presidente Mahmud Abbas anunciará os detalhes do acordo, que prevê "um cessar-fogo permanente" e "o levantamento do bloqueio de Gaza" criado por Israel em 2006, a principal demanda dos palestinos.
O conflito entre Israel e os grupos armados palestinos na Faixa de Gaza, que iniciou em 8 de julho, fez mais de 2,1 mil mortos do lado palestino e 68 entre os israelenses. As negociações para uma trégua, conduzidas até o momento no Cairo sob a égide do serviço secreto egípcio, haviam fracassado até então.
Musa Abu Marzuq, número dois do Hamas no exílio, que participava nas negociações do Cairo para obter um cessar-fogo com Israel, afirmou que o acordo, que "encarna a resistência de nosso povo", constitui uma "vitória para a resistência".
O cessar-fogo é o resultado, segundo a autoridade palestina, de "contatos feitos pelo chefe da delegação palestina Azzam al-Ahmad, com os líderes do Hamas, da Jihad Islâmica e outros movimentos palestinianos em Ramallah, Gaza e Catar, além de Egito e as partes regionais e internacionais".