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Palestinos invadem sinagoga em Jerusalém e matam quatro israelenses

Terroristas usaram machados, facas e pistola em ataque no bairro Har Nof

Palestinos invadem sinagoga em Jerusalém e matam quatro israelenses
Palestinos invadem sinagoga em Jerusalém e matam quatro israelenses Foto : Ahmad Gharabli / AFP / CP
Quatro israelenses morreram e seis ficaram feridos nesta terça-feira em um ataque a uma sinagoga em Jerusalém cometido por dois palestinos que foram mortos pela polícia. "Dois terroristas entraram na sinagoga do bairro de Har Nof. Atacaram com machados, facas e uma pistola. Quatro fiéis morreram. Os policiais que chegaram ao local abriram fogo e mataram os dois terroristas", disse a porta-voz da polícia, Luba Samri.

De acordo com a porta-voz, quatro fiéis e os dois policiais que atiraram contra os autores do ataque ficaram feridos. Os criminosos eram palestinos de Jerusalém Oriental, informou Samri. A sinagoga fica no bairro ultraortodoxo judaico de Har Nof, em Jerusalém Ocidental.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque é o "resultado direto" da incitação feita pelo presidente palestino Mahmud Abbas. "Isto é o resultado direto da incitação feita pelo Hamas e por Abu Mazen (Abbas), incitação que a comunidade internacional ignora de maneira irresponsável", afirma Netanyahu em um comunicado.

Os grupos Hamas e Jihad Islâmica, as duas principais forças islamitas palestinas, elogiaram o atentado contra a sinagoga. O ataque, o mais violento dos últimos anos na Cidade Sagrada, "é uma resposta ao assassinato do mártir Yusef Ramuni", um motorista de ônibus palestino encontrado morto na segunda-feira em seu veículo em Jerusalém Ocidental, afirmou o Hamas em um comunicado.

O porta-voz do grupo, Sami Abu Zuhri, afirmou ainda que o ataque é uma "resposta à série de crimes do ocupante (Israel) em (mesquita de) Al-Aqsa". Os palestinos consideram uma provocação as visitas nas últimas semanas de extremistas judeus ao local sagrado da Esplanada das Mesquitas, cenário de tensão nos últimos dias. A Jihad Islâmica considerou o ataque à sinagoga uma "resposta natural aos crimes do ocupante".