A proposta pede a inclusão da Palestina como membro-pleno das Nações Unidas, o reconhecimento internacional do Estado com as fronteiras de 1967 e com Jerusalém Oriental como capital. A estratégia é levar o pedido ao Conselho de Segurança, apesar da ameaça dos Estados Unidos de vetar a iniciativa. Uma decisão final, no entanto, deve levar algumas semanas para sair.
O pedido ocorre um ano após o fim das negociações de paz entre israelenses e palestinos. As conversas estão paradas desde o final de setembro de 2010, quando Israel se negou a manter congeladas as construções judaicas nos territórios palestinos ocupados. Essa decisão levou Abbas a se retirar das reuniões com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. As negociações tinham sido retomadas havia poucas semanas, depois de uma paralisação de dois anos.
Uma das principais dúvidas sobre a iniciativa palestina de hoje é se ela vai ajudar ou dificultar a retomada das negociações. Para os maiores críticos da iniciativa, a paz na região só poderá ser construída por meio da negociação direta e não pela decisão unilateral da Autoridade Palestina de levar o pedido à ONU.
Como funciona o reconhecimento da ONU
Após receber o pedido da Autoridade Palestina, o secretário-geral da ONU levará a solicitação ao Conselho de Segurança, que examinará e votará a proposta. Para aprovar a decisão e se tornar o 194º membro pleno das Nações Unidas, os palestinos precisam de nove votos de um total de 15 e nenhum veto dos membros permanentes (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia).
No entanto, os Estados Unidos já deixaram claro que usarão seu poder de veto para derrubar a medida. Reino Unido e França devem se abster e, até agora, não reconheceram o Estado Palestino.
Outra alternativa para os palestinos é pedir para a Assembleia Geral da ONU adotar uma resolução clara. Para sua aprovação, seria necessária uma maioria simples. No entanto, neste caso, a Palestina se tornaria um "observador não membro", o que permitiria o ingresso a algumas entidades das Nações Unidas. Atualmente, os palestinos possuem status de observadores, representados pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
As informações são do R7