Palestinos suspeitos de envolvimento na morte na sexta-feira de um rabino e de seu filho em uma emboscada ao Sul de Hebron, na Cisjordânia ocupada, foram presos neste domingo, anunciou o Shin Beth. A arma e o veículo utilizados pelos autores deste ataque anti-israelense, o pior em quase um mês, foram encontrados.
O ataque, que também fez dois feridos, foi cometido perto do assentamento israelense de Othniel, a cerca de dez quilômetros de Hebron, o principal centro de tensão desde o início da atual onda de violência, há um mês e meio. "Durante os primeiros interrogatórios, o principal suspeito admitiu estar ligado a este ataque", afirma o comunicado, sem especificar a sua identidade ou se pertence a uma organização.
Os ataques anti-israelenses, realizados na maioria das vezes com facas, os confrontos entre jovens palestinos e soldados e os ataques mútuos entre palestinos e colonos israelenses mataram 81 palestinos e 12 israelenses.
Sobre este ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou no sábado, com base no testemunho de Noa Litman, esposa do rabino, o motorista de uma ambulância do Crescente Vermelho Palestino de parar no local do ataque e se recusar a prestar assistência aos feridos, aconselhando a família a entrar em contato com o Magen David Adom, o equivalente israelense da Cruz Vermelha.
O primeiro-ministro anunciou que enviará "uma condenação forte ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que é responsável pelo Crescente Vermelho, e solicitar explicações de por que os judeus feridos foram abandonados em violação a todas as normas humanas e civilizadas".
"Se for provado que as coisas aconteceram desta maneira, como me foi apresentado, o Estado de Israel tomará as medidas adequadas contra o Crescente Vermelho palestino", advertiu o primeiro-ministro, sem dar mais detalhes.
Um funcionário do Crescente Vermelho palestino, Azzam Nimar, respondeu que os soldados israelenses impediram a ambulância de se aproximar da cena do ataque. "Os membros da equipe que estavam na ambulância chegaram no local, mas tiveram sua passagem bloqueada por soldados que os ameaçaram e os expulsaram", disse Nimar.
"Nossa missão é levar ajuda a todos aqueles que necessitam, sem levar em conta a religião. Já cuidados em várias ocasiões de judeus", acrescentou, lamentando que o exército israelense "nos impede regularmente de chegar a um local de ataque".
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