O Papa Francisco almoçou nesta quinta-feira, na Casa Santa Marta, onde mora, com um grupo de 21 refugiados sírios que vieram da ilha de Lesbos, na Grécia, porta de entrada de imigrantes ilegais na Europa. O primeiro grupo, de 16 pessoas, veio junto com o líder religioso no próprio avião papal, quando ele retornava de uma visita à ilha, ocasião que visitou os refugiados presos no local.
O segundo grupo chegou em meados de junho. Atualmente eles vivem na Comunidade de Sant'Egidio, em Roma, e são sustentados pela Igreja Católica. Em nota, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, explicou que "tanto os adultos quanto as crianças tiveram a oportunidade de conversar com o Papa Francisco sobre o início de suas vidas na Itália". As crianças presentearam o Papa com desenhos e ele contribuiu com brinquedos e outros presentes.
Em abril, Francisco realizou uma visita a um campo de refugiados em Lesbos junto aos líderes religiosos ortodoxos, o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o arcebispo de Atenas, Jerônimo II. Desde que assumiu a liderança da igreja católica, em março de 2013, o Papa faz apelos de ajuda aos imigrantes.
Um de seus primeiros compromissos foi visitar a ilha italiana de Lampedusa, no mar Mediterrâneo, onde diariamente dezenas de embarcações com imigrantes tentam chegar ao continente europeu. Desde o ano passado, a Europa enfrenta o maior fluxo de deslocamento forçado de pessoas desde o fim da II Guerra Mundial (1939-1945).
Papa almoça com refugiados sírios no Vaticano
Grupo de 21 imigrantes ilegais vive numa comunidade sustentada pela Igreja Católica em Roma