O papa Francisco dedicará a Jornada Mundial da Comunicação em maio do ano que vem à luta contra as notícias falsas, também chamadas de "fake news", o novo termo para definir a divulgação premeditada, ou não, de informação que não é verdadeira.
O tema da jornada mundial, que costuma ser anunciado em janeiro, foi divulgado este ano com muita antecedência por meio de um tuíte divulgado nesta sexta-feira pelo Vaticano. Inspirando-se em um versículo do Evangelho, "A verdade vos tornará livres", o papa quis abordar o fenômeno das "notícias falsas, essa informação infundada que contribui para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões", explicou o Vaticano em comunicado.
Tanto os gigantes da Internet como as instituições e os políticos começaram a encarar esse fenômeno, que se agravou com as redes sociais e a facilidade de compartilhar informação. O papa argentino também quer contribuir para "analisar as causas, a lógica e as consequência da desinformação pelos meios", explica a nota.
A Igreja quer "promover um jornalismo profissional, que busque sempre a verdade, um jornalismo de paz que promova o entendimento entre as pessoas", insistiu a Santa Sé. O pontífice costuma se referir frequentemente, e muitas vezes com termos duros, à responsabilidade dos meios de comunicação. "Uma informação correta pode derrubar as paredes do medo e da indiferença", afirmou o papa em abril.
Com um tom mais firme, denunciou em dezembro "a desinformação, provavelmente o maior dano que um meio de comunicação pode infligir", disse. Nessa ocasião o papa também enumerou as quatro grandes tendências que podem afetar a mídia: "calúnia, difamação, desinformação e a doença da coprofilia", ou seja, "querer sempre
comunicar o escândalo, comunicar as coisas feias, ainda que sejam verdade", afirmou. "Como as pessoas têm uma tendência à coprofagia, pode-se causar muitos danos", afirmou.
Papa Francisco ataca as "fake news"
Assunto será discutido na Jornada Mundial da Comunicação