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Papa Francisco ataca as "fake news"

Assunto será discutido na Jornada Mundial da Comunicação

Assunto será discutido na Jornada Mundial da Comunicação
Assunto será discutido na Jornada Mundial da Comunicação Foto : Vincenzo Pinto / AFP / CP
O papa Francisco dedicará a Jornada Mundial da Comunicação em maio do ano que vem à luta contra as notícias falsas, também chamadas de "fake news", o novo termo para definir a divulgação premeditada, ou não, de informação que não é verdadeira.

O tema da jornada mundial, que costuma ser anunciado em janeiro, foi divulgado este ano com muita antecedência por meio de um tuíte divulgado nesta sexta-feira pelo Vaticano. Inspirando-se em um versículo do Evangelho, "A verdade vos tornará livres", o papa quis abordar o fenômeno das "notícias falsas, essa informação infundada que contribui para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões", explicou o Vaticano em comunicado.

Tanto os gigantes da Internet como as instituições e os políticos começaram a encarar esse fenômeno, que se agravou com as redes sociais e a facilidade de compartilhar informação. O papa argentino também quer contribuir para "analisar as causas, a lógica e as consequência da desinformação pelos meios", explica a nota.

A Igreja quer "promover um jornalismo profissional, que busque sempre a verdade, um jornalismo de paz que promova o entendimento entre as pessoas", insistiu a Santa Sé. O pontífice costuma se referir frequentemente, e muitas vezes com termos duros, à responsabilidade dos meios de comunicação. "Uma informação correta pode derrubar as paredes do medo e da indiferença", afirmou o papa em abril.

Com um tom mais firme, denunciou em dezembro "a desinformação, provavelmente o maior dano que um meio de comunicação pode infligir", disse. Nessa ocasião o papa também enumerou as quatro grandes tendências que podem afetar a mídia: "calúnia, difamação, desinformação e a doença da coprofilia", ou seja, "querer sempre
comunicar o escândalo, comunicar as coisas feias, ainda que sejam verdade", afirmou. "Como as pessoas têm uma tendência à coprofagia, pode-se causar muitos danos", afirmou.