Durante a visita, o Papa celebrará missa de beatificação de 124 mártires coreanos, assassinados “por ódio à fé” entre 1791 e 1888. A viagem é uma prioridade do Vaticano, já que Francisco quer apoiar as igrejas minoritárias, mas dinâmicas na Ásia.
A aproximação com a China comunista era uma prioridade de Bento XVI, e é agora de Francisco, após décadas de perseguição dos cristãos sob Mao Tsé-tung. Apesar de não ter sido registrado qualquer progresso, agora, pela primeira vez, um papa foi autorizado a sobrevoar a China. O deslocamento de Francisco representa uma mensagem para o "futuro da Ásia", disse o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.
Em entrevista ao Centro Televisivo do Vaticano, o cardeal, responsável pela diplomacia, destacou que "esta visita do papa ao Extremo Oriente tem especial importância", dado o papel da região "na política e na economia mundiais". Ao ir ao encontro dos jovens asiáticos reunidos para a 6ª Jornada Asiática da Juventude, é "ao futuro da Ásia" que o Papa quer falar, disse Parolin na entrevista.