Com o rosto sério, o Papa entrou na basílica em procissão, seguido pelos concelebrantes: 30 cardeais, 40 bispos, 250 sacerdotes e 14 diáconos. Na cerimônia, transmitida ao vivo para 65 países, Francisco pediu uma reflexão sobre os problemas que afetam o mundo.
Francisco lembrou "os últimos e os excluídos", prioridades de seu pontificado, iniciado há nove meses. O pontífice argentino disse que foram justamente os "últimos e excluídos" os primeiros que entenderam o alcance para a Humanidade do nascimento de Jesus, considerado o filho de Deus pelos cristãos.
"Os pastores foram os primeiros que receberam o anúncio do nascimento de Jesus. Foram os primeiros porque estavam entre os últimos, os marginalizados", disse o Papa em sua breve homilia.
Papa pediu fim de guerras na Síria
O papa pediu também o fim das guerras na Síria e na África e condenou o tráfico de seres humanos, ao considerá-lo um crime contra a humanidade. "Continuemos a pedir ao Senhor que poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio", declarou.
"Muitas (vidas) dilacerou, nos últimos tempos, o conflito na Síria, fomentando ódio e vingança", reconheceu o pontífice, que dedicou em setembro um dia mundial de oração quando um ataque americano a este país parecia iminente. O argentino também pediu que o acesso à ajuda humanitária para a Síria seja garantido.
"Também em nossa história pessoal, alternam-se momentos luminosos e obscuros, luzes e sombras. Se amamos Deus e os irmãos, caminhamos na luz, mas se nosso coração se fecha, se prevalecem o orgulho, a mentira, a busca do interesse próprio, então as trevas nos rodeiam, interiormente e por fora", advertiu. "Esta noite, quando o espírito das trevas encobre o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos assombra e surpreende: o povo no caminho vê uma grande luz, Jesus veio nos libertar das trevas e nos dar a luz", acrescentou.
Aos milhares de peregrinos e turistas que assistiram à missa solene no maior templo do catolicismo, Francisco pediu que não temam, porque "nosso Pai tem paciência conosco, nos ama, é a luz que dissipa as trevas".
Após a eucaristia, o sumo pontífice colocou a imagem do menino Jesus em um presépio montado dentro da basílica, e um grupo de 10 crianças, representando os cinco continentes, depositou flores em homenagem à encarnação de Deus.