Logo após o conclave que o elegeu o sucessor de Bento XVI, organizações de direitos humanos da Argentina divulgaram informações de que o novo Papa invocou o direito, existente na legislação do país, de se recusar a depor em tribunais que julgavam torturas e assassinatos cometidos durante o período da ditadura argentina.
Por outro lado, na ocasião, o jornal argentino Clarín informou que o pontífice, ainda como cardeal Jorge Mario Bergoglio, assumiu riscos para salvar os que lutavam contra a ditadura. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, negou que o Papa Francisco tenha sido omisso ou conivente com a ditadura na Argentina. O Vaticano também divulgou um comunicado oficial, através do porta-voz padre Federico Lombardi, desmentindo os rumores.