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Papa pede à América Latina que evite leis que estimulem repressão

Francisco defendeu que normas devem procurar inclusão e diálogo

Francisco fez apelo ao Equador e aos povos latino-americanos
Francisco fez apelo ao Equador e aos povos latino-americanos Foto : Juan Cevallos / AFP / CP
O Papa Francisco fez nessa terça-feira, um apelo ao Equador e aos "povos latino-americanos", para que evitem "a
dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdades" nas suas normas e leis. O sumo pontífice falou na Igreja de São Francisco de Quito, durante sua viagem à América Latina, que o levará também à Bolívia e ao Paraguai.

Francisco destacou como o Equador e muitas outras nações da América Latina devem enfrentar novos desafios "que requerem a participação de todos os setores sociais". "A migração, a concentração urbana, o consumismo, a crise da família, falta de trabalho, as bolsas de pobreza que geram incerteza", bem como "tensões que constituem uma ameaça à convivência social", foram alguns dos exemplos que apontou.

O Papa alertou que "as normas e leis, assim como os projetos da comunidade civil, devem procurar a inclusão, abrir espaços para o diálogo, ao encontro, e assim abandonar a dolorosa memória de qualquer tipo de repressão, controle desmedido e restrição de liberdade".

Para Francisco, a esperança de um futuro melhor para estes países começa pela criação de emprego e de crescimento econômico, "mas que não fique nas estatísticas macroeconômicas  e que (promova) um desenvolvimento sustentável que gere um consenso social, firme e coeso."  Perante a audiência, o Papa deu o exemplo de alguns países europeus, onde o desemprego juvenil se encontra entre 40 e 50%.  Francisco citou o fenômeno dos "nem nem", jovens que nem estudam, nem trabalham e, perante a falta de trabalho, cedem a vícios, à tristeza, à depressão,
ao suicídio ou envolvem-se em projetos de "loucura social".