"É uma tragédia que na Europa, sobretudo no século XXI, se afirme e divulgue a convicção de que Deus é o antagonista do homem e o inimigo de sua liberdade", continuou. "A Europa da ciência e das tecnologias, a Europa da civilização e da cultura tem que ser, ao mesmo tempo, a Europa aberta à transcendência e à fraternidade com outros continentes, ao Deus vivo e verdadeiro a partir do homem vivo e verdadeiro", estimou.
Segundo Bento XVI, as raízes e tradições cristãs estão na origem das "grandes criações filosóficas e literárias, culturais e sociais da Europa". Também estimou que as ideias defendidas pelos anticlericais e os ateus eram uma tentativa de "ofuscar a verdadeira fé bíblica em Deus".
"Como é possível que se negue a Deus (...) o direito de propor esta luz que dissipa toda escuridão?", questionou o Papa. O Papa se opõe com frequência à "secularização" da sociedade europeia. Em outubro, criou o conselho pontifício para a nova evangelização, um ministério encarregado de fazer frente à queda da prática e ao risco de desaparecimento do cristianismo na Europa.