Após chegar à Havana neste sábado, o papa Francisco pediu os meios necessários para que a Igreja Católica exerça o seu trabalho "com liberdade" no país caribenho, e enviou uma saudação ao pai da revolução cubana, Fidel Castro. "Hoje renovamos esses laços de cooperação e amizade (com o governo comunista cubano) para que a Igreja continue acompanhando o povo cubano em suas esperanças e preocupações, com liberdade e todos os meios necessários para levar o anúncio do Reino (de Deus) às periferias existenciais da sociedade", disse o papa ao presidente Raúl Castro e aos bispos presentes na oportunidade.
O pontífice também pediu que os governantes de Estados Unidos e Cuba continuem avançando no processo de normalização das relações diplomáticas, restabelecidas no dia 20 de julho, depois de uma reaproximação iniciada em 2014 graças à sua mediação.
"Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, depois de anos de distanciamento. Animo aos responsáveis políticos a continuar avançando por esse caminho", declarou o papa diante da multidão.
Papa pede meios necessários para Igreja trabalhar com liberdade em Cuba
Passagem do pontífice vai durar três dias e pode incluir encontro com Fidel Castro