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Paquistaneses vão às urnas apesar de ameaça talibã e atentados

Bomba dirigida a candidato explodiu em Karachi e matou 11 pessoas

Paquistaneses vão às urnas apesar de ameaça talibã e atentados
Paquistaneses vão às urnas apesar de ameaça talibã e atentados Foto : AFP
Os paquistaneses se dirigiam às urnas neste sábado para participar de eleições legislativas históricas para a consolidação democrática desta potência nuclear, desafiando as ameaças de atentados dos talibãs que já atingiram a cidade de Karachi (sul), matando 11 pessoas. Ao meio-dia local, a participação nas eleições era de cerca de 30%, indicou a Comissão Eleitoral, que espera que a taxa alcance 60% no fechamento das urnas. O índice de participação, que nas últimas eleições gerais de 2008 foi de 44%, será uma das chaves do resultado.

Uma forte participação é registrada na capital, Islamabad, e em outras grandes cidades como Karachi, Lahore (leste) e Peshawar (noroeste). No entanto, ela parecia mais limitada na província do Baluchistão, atingida com frequência pela violência. Mais de 86 milhões de pessoas estão habilitadas a votar para escolher 342 deputados e representantes em quatro assembleias provinciais do Paquistão.

Os primeiros resultados podem ser divulgados ainda no início da noite. O partido que obtiver a vitória nas eleições estará encarregado de formar um governo, recorrendo a uma coalizão majoritária, se for necessário. Estas eleições são históricas, já que permitirão que um governo civil passe o poder a outro depois de ter chegado ao fim de um mandato de cinco anos, uma novidade neste país criado em 1947 e com uma história marcada por golpes de Estado.

Duas horas após o início da votação, uma bomba explodiu em Karachi. O artefato estava dirigido contra o carro de um candidato do Partido Nacional Awami (ANP, laico), um dos alvos preferidos do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), que reivindicaram o ataque. Ao menos 11 pessoas morreram e 36 ficaram feridas, de acordo com fontes de saúde. Pouco depois, em Peshawar (noroeste), outra bomba colocada diante de um Colégio Eleitoral reservado às mulheres feriu oito pessoas, segundo os médicos.

E uma terceira bomba, de potência média, explodiu em Mardan, perto de Peshawar, ferindo outras quatro pessoas. Ao menos 127 pessoas morreram durante a campanha eleitoral no Paquistão, considerada pelos observadores a mais mortífera da história do país.

O TTP, oposto a estas eleições por considerá-las "não islâmicas", reivindicou muitos destes ataques, que ocorreram em sua maioria no noroeste e em Karachi, onde o grupo está muito implantado.


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