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Paquistão pede que EUA prorrogue prazo dado ao Irã

Mediador-chave no conflito, premiê paquistanês pede mais duas semanas para Teerã decidir

Sharif pediu que o Irã abra Ormuz por duas semanas "como um gesto de boa vontade"
Sharif pediu que o Irã abra Ormuz por duas semanas "como um gesto de boa vontade" Foto : Sahar AL ATTAR / AFP / CP

O primeiro-ministro do Paquistão, um mediador-chave da guerra no Oriente Médio, pediu nesta quarta-feira, 8, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prorrogue por duas semanas o prazo dado ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz.

"Os esforços diplomáticos com o objetivo de alcançar uma solução pacífica para a guerra no Oriente Médio progridem de forma constante, enérgica e decidida, com a possibilidade de resultados substanciais em um futuro próximo", ressaltou Shehbaz Sharif na plataforma X.

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"Para que a diplomacia siga seu curso, peço ao presidente Trump que prorrogue o prazo por duas semanas", solicitou o premiê, horas antes do fim do prazo, que termina às 20h de Washington (21h de Brasília).

Trump endureceu ainda mais o tom nesta terça-feira, ao alertar sobre a possibilidade de erradicar "toda uma civilização" se Teerã não reabrir o Estreito de Ormuz. Em sua publicação, Sharif pediu que o Irã abra a passagem estratégica "por um período de duas semanas, como um gesto de boa vontade".

O bloqueio do Estreito de Ormuz

O gatilho imediato para a crise atual é o fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas. O estreito é a artéria mais vital do comércio mundial de petróleo, e seu bloqueio causou uma crise energética global. A administração Trump classificou a ação como "terrorismo econômico" e exige a reabertura imediata e incondicional.

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Mudança de regime e “pobreza diplomática”

O presidente americano sustenta que o Irã já passou por uma "mudança de regime completa e total" internamente, alegando que "mentes menos radicalizadas" estão agora no comando, apesar de autoridades ocidentais e regionais contestarem a extensão dessa mudança. Trump usa essa narrativa para pressionar por um acordo "revolucionário" de última hora, enquanto o governo iraniano mantém que não se renderá a ameaças de aniquilação.

O que esperar nas próximas horas

O prazo final de 21h é visto como o divisor de águas. O vice-presidente, JD Vance, reforçou a posição da Casa Branca, declarando em Budapeste que os EUA possuem ferramentas no "arsenal" que ainda não foram utilizadas, mas que o presidente não hesitará em empregar.

Enquanto as negociações de bastidores ocorrem no Paquistão, o mundo aguarda para ver se a diplomacia de última hora prevalecerá ou se a ameaça de "morte de uma civilização" se tornará uma realidade catastrófica.