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O presidente destacou que Kadhafi "ainda tem a possibilidade de impedir um novo banho de sangue, ao renunciar expressamente ao poder (...) e pedindo às forças que continuam a se enfrentar que deponham as armas".
Paradeiro de Kadhafi
Em um comunicado emitido mais cedo, o porta-voz do Pentágono, coronel David Lapan, informou que, para o Pentágono, Kadhafi permanece na Líbia. "Não temos informações de que ele tenha deixado o país", disse Lapan a jornalistas. Uma fonte diplomática informou que o ditador estaria na casa dele.
O secretário da Defesa, Leon Panetta, se mantém a par da evolução dos acontecimentos no local onde passa férias e participou de uma conferência por telefone com o presidente Barack Obama na noite de domingo, disse seu porta-voz, George Little.
Rebeldes tomam Trípoli
Os rebeldes líbios já controlam 95% de Trípoli, segundo o representante balanço do Conselho Nacional de Transição (CNT) no Reino Unido, Mahmoud Nacua. A resistência ao avanço foi pequena: desde sábado, as forças opositoras vinham abrindo caminho rumo à capítal, que ganhou força no domingo. Em pouco tempo, tomaram o controle das regiões leste, sul e oeste da capital. O confronto em diversas áreas da cidade deixou centenas de mortos.
Diversos bairros da cidade ainda registravam confrontos armados. O presidente do CNT afirmou que os partidários devem agir dentro da lei e manifestou preocupação quanto a ocorrências de atos como saques e outros crimes em nome das forças de resistência a Kadhafi.
Filhos do ditador são presos
O Tribunal Penal Internacional (TPI) negocia com o CNT a extradição de Saif al Islam, filho e porta-voz do ditador do país, Muammar Kadhafi. Pesa sobre Saif uma ordem de prisão por crimes contra a humanidade, informou nesta segunda-feira à agência de notícias Efe a secretaria da corte. No entanto, o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, afirmou que Saif não será entregue ao TPI de Haia: ele será julgado na Líbia.
O TPI também ordenou uma ordem de prisão para o líder líbio, Muammar Kadhafi, e de seu cunhado, o chefe da inteligência do regime, Abdullah al Senussi, por supostos crimes contra a humanidade. O Tribunal tem competência para julgar na Líbia devido à resolução do Conselho de Segurança da ONU de 26 de fevereiro.