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Para Casa Branca, queima do Corão é contrária aos valores americanos

Protestos contra iniciativa de pastor mataram 24 pessoas no Afeganistão

Manifestações da sexta-feira vitimaram oito funcionários da ONU
Manifestações da sexta-feira vitimaram oito funcionários da ONU Foto : UNAMA / Eric Kanalstein / AFP / CP
Queimar o Corão é um ato contrário aos valores americanos, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, depois da queima pública do livro sagrado dos muçulmanos nos Estados Unidos. O episódio provocou 24 mortes em atentados de represália no Afeganistão. "Condenamos totalmente a queima de um texto sagrado. Achamos que é um ato desapropriado", afirmou.

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Além disso, Carney disse que nada justifica os atos violentos ocorridos na cidade de Mazar i Sharif, ao norte do Afeganistão, onde ocorreram os protestos e a maioria das mortes.

Na sexta-feira, manifestantes invadiram escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) na cidade, com um saldo de oito funcionários e quatro rebeldes mortos, sendo que pelo menos duas pessoas teriam sido decapitadas. O porta-voz da polícia de Mazar i Sharif, Lal Mohammad Ahmadzai, afirmou que havia talibãs infiltrados no protesto.

No sábado, novas manifestações provocaram pelo menos nove mortes em Kandahar, sul do país, todas as vítimas civis. Outras 73 pessoas se feriram e 17 foram detidas. Segundo o porta-voz do governo, Zalmai Ayubi, policiais atiraram para o ar para dispersar a multidão, o que não permite esclarecer como os protestantes foram atingidos. 

Queima do livro

Na noite de domingo passado, o pastor evangélico norte-americano Terry Jones queimou um exemplar do Corão no interior de sua igreja em Gainesville, Flórida.  O religioso celebrou um "julgamento" e considerou o livro sagrado dos muçulmanos "culpado" de vários delitos, entre eles, assassinato. Em seguida, executou a condenação: colocou fogo no exemplar.

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