Mundo

Para Chávez, tragédia começa com queda de Kadhafi

Presidente exigiu proteção após embaixada venezuelana ser atacada na Líbia

Chavez garantiu que não vai reconhecer o novo governo líbio
Chavez garantiu que não vai reconhecer o novo governo líbio Foto : Juan Barreto / AFP / CP
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta que a crise na Líbia não acaba com a queda do governo da Muamar Kadhafi, mas "está apenas começando". Ele condena desde o início os Estados Unidos e a União Europeia pelos ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante o conflito líbio. Para o venezuelano, a ofensiva "destruíram um país". Chávez tem sido um fiel defensor de Kadafi durante o conflito e recentemente chamou os rebeldes de "um grupo de terroristas".

Embaixada

Chávez também afirmou que a embaixada venezuelana em Trípoli foi "atacada e totalmente saqueada" e exigiu que o embaixador e os funcionários da representação diplomática sejam protegidos. O presidente afirmou na terça que seu país não vai reconhecer o novo governo líbio. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa realizada após uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

• Leia mais notícias sobre a crise na Líbia


Brasil deve participar de conferência

O Brasil vai participar de uma "conferência de amigos da Líbia", que deve preparar a era pós-Kadhafi, no dia 1º de sembro, em Paris. O anúncio do encontro foi feito nesta quarta pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, depois de uma reunião com o número dois da rebelião líbia, Mahmud Jibril. "Decidimos de pleno acordo com o primeiro-ministro inglês David Cameron convocar uma grande conferência internacional para ajudar a Líbia livre de amanhã", anunciou Sarkozy à imprensa, junto a Jibril.

Mais sequestros


Quatro jornalistas italianos foram sequestrados na Líbia nesta quarta-feira, informou a agência Ansa, quando viajavam de carro da cidade de Zawiyah a Tripoli. Segundo a agência italiana, os quatro sequestrados são Giuseppe Sarcina e Elisabetta Rosaspina, do Corriere della Sera, Domenico Quirico, do La Stampa, e Claudio Monici, do Avvenire. Os sequestradores deixaram Monici telefonar para a redação do Avvenire em Roma para comunicar o sequestro. O presidente da Ordem dos Jornalistas da Região do Lácio, Bruno Tucci, disse à Ansa que o motorista do automóvel no qual os quatro viajavam foi morto a tiros, possivelmente por civis.









R7 Notícias

Crise na Líbia




Bookmark and Share