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Para governo brasileiro, houve ruptura da ordem democrática no Egito

Ministério das Relações Exteriores negou possibilidade de fechar embaixada no país

População saiu para as ruas após anúncio da queda de Mouhamed Mursi
População saiu para as ruas após anúncio da queda de Mouhamed Mursi Foto : Khaked Desouki / AFP / CP
A deposição do presidente do Egito, Mouhamed Mursi, é tratada pelo Brasil como “ruptura da ordem democrática”. Mursi foi destituído do poder nessa quarta-feira pelas Forças Armadas e no lugar dele foi nomeado o presidente da Suprema Corte, Adly Mansour. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar da Silva Nunes, reiterou que houve “ruptura” e negou a possibilidade de fechar a embaixada brasileira no país.

“Trata se de uma clara ruptura da ordem democrática devido à destituição de um presidente democraticamente eleito (Mursi) e à suspensão da Constituição”, disse o porta-voz. Segundo ele, o chanceler Antonio Patriota acompanha os acontecimentos no Egito por intermédio da embaixada brasileira, do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria de Estado do país.

Tovar rebateu a possibilidade, no momento, de fechar a Embaixada do Brasil no Egito, diferentemente do que determinaram os governos dos Estados Unidos e de Israel. “No momento, não se considera necessário”, ressaltou.

Ao ser perguntado se há mudanças no futuro das relações do Brasil com o Egito, o porta-voz disse que ainda é cedo para fazer a avaliação sobre mudanças. “Ainda não se pode falar em mudança das relações. O governo brasileiro deseja que o povo egípcio encontre uma solução dentro da ordem democrática de forma a atender às suas aspirações de uma sociedade mais aberta, mais justa e mais próspera”, destacou.

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