"O governo egípcio deve mostrar um caminho crível, concreto e inequívoco em direção a uma democracia genuína. Muitos egípcios ainda não se convenceram de que o governo é sério em relação a uma transição genuína. É responsabilidade do governo falar claramente ao povo egípcio e ao mundo", acrescentou.
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Segundo Obama, o governo egípcio não deve apelar para a "repressão ou brutalidade", após o governante egípcio Hosni Mubarak se negar a renunciar. "Deve haver contenção de todas as partes. A violência deve ser abandonada", disse. "É imperativo que o governo não responda às aspirações de seu povo com repressão ou brutalidade. As vozes do povo egípcio devem ser ouvidas".
Enquanto isso, os protestos seguem no Cairo. O discurso de Mubarak, que pediu uma transição tranquila, mas não anunciou a esperada renúncia, provocou fúria entre a população. Manifestantes na praça Tahrir brandiam sapatos no ar, ameaçando um gesto dos mais ofensivos na cultura muçulmana. De acordo com a rede de TV CNN, já na madrugada de sexta (horário local), centenas de protestantes cercaram o palácio presidencial e outros se dirigiram à sede da rádio e TV estatal, onde prometiam fazer vigília pelo resto da noite.