Antes de assumir a Presidência, Cartes havia suspendido a reincorporação do Paraguai ao Mercosul por considerar que a Venezuela tinha sido admitida sem o consentimento e na ausência de Assunção. Segundo Cartes, foi uma violação do tratado de criação do bloco.
O Paraguai foi suspenso como membro do Mercado Comum do Sul (Mercosul) na cúpula de junho de 2012, por decisão dos outros sócios plenos Argentina, Brasil e Uruguai, em rejeição à destituição do ex-presidente Fernando Lugo em um julgamento político que durou apenas 48 horas.
Na mesma cúpula, a Venezuela foi aceita no bloco, já que a entrada desse país estava sendo travada por não contar com a aprovação do Senado paraguaio. A assinatura do presidente é uma etapa anterior à discussão da entrada da Venezuela no bloco regional por parte do Parlamento paraguaio, algo que o país ainda não havia feito. O Partido Colorado, da situação, conta com maioria simples na Casa. "Dessa forma (com a assinatura do protocolo), inicia-se o processo de consideração e estudo de adesão da Venezuela" ao Mercosul, afirmou o chanceler.
No Senado, "existe vontade política" de aceitar a Venezuela como sócio, disse o presidente do Congresso, senador Julio César Velázquez, homem de confiança de Cartes. "Vamos dar tranquilidade para a região", garantiu, pedindo que "se olhe para a frente". O senador advertiu que "aqui ninguém retrocede". "Ninguém perde sua dignidade. A única coisa que queremos é fortalecer esse processo de integração", acrescentou.
"Embora eles (Brasil, Argentina e Uruguai) já tenham incorporado a Venezuela, é necessária a concordância do Congresso paraguaio para que não haja nenhum impedimento (legal) a esse respeito", advertiu.