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Doutor em informática, Roberto estava na empresa em que trabalha no momento do terremoto. Ele relata a dificuldade que sofreu ao tentar voltar para casa. “Todas as linhas de metrô de Tóquio foram suspensas. Ninguém tinha como se locomover, já que aqui ninguém usa carro para ir para o trabalho. Fiquei na rua até receber a notícia, pelo celular, que os trens tinham voltado a funcionar. Tinha que andar por estações até conseguir um vagão com espaço. Estava tudo lotado”, relata.
No caminho para casa, conta Roberto, os passageiros do metrô não demostravam estarem abalados ou assustados. “Os japoneses não demostram emoção. Não dá para saber o que estão sentindo. No metrô estavam todos quietos, parecia um dia normal”, afirmou. Ainda que o terremoto já tenha passado, Roberto segue em alerta. “Não sei se vou dormir esta noite. Comprei água e mantimentos e estou com uma mochila pronta. Segurança em primeiro lugar”, ponderou.
Antes de desligar a ligação direto de Tóquio, Roberto deixou uma mensagem aos brasileiros: “Aproveitem, vocês estão em um lugar abençoado, onde esse tipo de coisa não acontece. O Brasil tem coisas ruins, mas é um lugar muito bom de se viver”, finalizou.