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Parlamento Europeu aprova proteção reforçada para agricultores ante acordo com Mercosul

Medidas estabelecem um acompanhamento do impacto em produtos sensíveis como carne bovina, aves e açúcar

Parlamento quer proteger UE em possível acordo com o Mercosul
Parlamento quer proteger UE em possível acordo com o Mercosul

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma série de medidas de proteção reforçada para os agricultores do bloco, com o objetivo de limitar o impacto do acordo de livre comércio com os países do Mercosul.

As medidas de salvaguarda, aprovadas por 431 votos a favor e 161 contra, estabelecem um acompanhamento do impacto em produtos sensíveis como carne bovina, aves e açúcar, além de uma possível reintrodução de tarifas em caso de desestabilização do mercado.

A cláusula de salvaguarda não será suficiente, a princípio, para obter a aprovação da França. Paris solicitou à UE o adiamento da assinatura do acordo, que Bruxelas gostaria de concretizar no próximo sábado (20) no Brasil.

O que é o tratado UE-Mercosul?

Um acordo comercial que a União Europeia deseja concluir com os países da América do Sul. As negociações começaram em 1999 e o tratado pretende eliminar a maioria das tarifas entre as duas regiões, criando um espaço de mais de 700 milhões de consumidores.

Criado em 1991, o Mercosul (Mercado Comum do Sul) reúne cinco países: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, desde 2023, a Bolívia. A Venezuela está suspensa desde 2016. O tratado UE-Mercosul, no entanto, não inclui nem a Venezuela, nem a Bolívia.

Se for adotado, o tratado permitirá que estes países sul-americanos exportem carne, açúcar, arroz ou mel para a Europa. A UE poderia exportar veículos, máquinas ou produtos farmacêuticos.

Depois de um acordo "político" alcançado em 2019, a oposição de vários países bloqueou sua adoção definitiva.