A decisão contou com o apoio dos representantes da maioria dos 27 Estados que integram o Parlamento Europeu. Em comunicado, os parlamentares acrescentam que a medida deve ter o aval das Nações Unidas, da Liga Árabe e da União Africana.
Aprovada por 584 votos a favor, 18 contra e 18 abstenções, a resolução determina ainda que a União Europeia (UE), por meio da chefe da Diplomacia do bloco, Catherine Ashton, reconheça o Conselho Nacional da Líbia – formado pelas forças de oposição. Segundo os europeus, o reconhecimento levará à transição para a democracia.
"A UE e os seus Estados membros devem honrar seu dever de proteção, de modo a salvar a população civil da Líbia de ataques armados em larga escala", diz em nota o Parlamento Europeu acrescentando ainda que "opção alguma prevista na Carta das Nações Unidas pode ser descartada".
Paralelamente às discussões do Parlamento Europeu, os ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também estão reunidos hoje para discutir a crise na Líbia.