O voto de confiança obteve a aprovação de 155 parlamentares, contra 143, todos deputados da oposição. O primeiro-ministro Georges Papandreou fez a requisição ao parlamento para reforçar sua maioria antes da votação, em 30 de junho, do plano de austeridade para a sobrevivência financeira do país. "Peço isso para poder continuar enfrentando a crise e para evitar a quebra e assim assegurar que a Grécia se mantenha no núcleo do euro", conclamou Papandreou ao concluir o debate parlamentar, que durou três dias até a votação.
"Esse voto é um contrato com o povo grego pelo qual o governo se compromete a empregar todas as forças para superar a crise", salientou o primeiro-ministro. "Há uma perspectiva, uma via traçada, temos o apoio da comunidade internacional e da União Europeia (UE), com um empréstimo gigante", completou.
No debate prévio à votação, o novo ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou que Atenas quer introduzir "um plano de recuperação nacional" que exceda às reformas exigidas pela UE e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Necessitamos de um plano paralelo de reestruturação" do país, "com objetivos harmonizados com o programa de orçamento plurianual" e com o plano de austeridade da UE e do FMI, "mas que nos permita melhores resultados em matéria de orçamento, crescimento e justiça social".
Antes da votação, milhares de gregos protestaram diante do Parlamento contra as medidas de austeridade. A UE deu prazo de duas semanas para a Grécia, ou então não concederá mais uma parcela (de 12 bilhões de euros) da ajuda financeira acertada. Além do empréstimo já aprovado, a Zona Euro e o FMI projetam uma nova ajuda, de 100 bilhões de euros, para os próximos anos, que contará não apenas com dinheiro público, mas também com a participação voluntária dos credores privados.