A apresentação de candidaturas acontecerá de 22 de abril até 1 de maio. A eleição acontecerá em plena guerra na Síria, iniciada em março de 2011 e que já provocou mais de 150.000 mortes. Além disso, 2,5 milhões de sírios fugiram do país e 6,5 milhões foram obrigados a deslocar-se dentro das fronteiras. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), durante a sessão foram registrados três disparos de morteiro que deixaram dois mortos e vários feridos perto do Parlamento.
Os candidatos
Até agora, Bashar al-Assad, assim como seu pai Hafez, havia sido eleito por referendo. O atual presidente, como candidato único, foi eleito por referendo com 97,29% dos votos e reeleito, em 2007, com 97,62% dos votos. A nova Constituição aprovada em 2012 permite pela primeira vez que vários candidatos disputem a eleição. Mas na realidade, as condições exigidas limitam consideravelmente o número de candidatos.
Segundo as cláusulas aprovadas pelo Parlamento em 14 de março, o futuro presidente deve ter vivido na Síria de forma contínua durante os últimos 10 anos. O candidato também precisa obter o apoio de pelo menos 35 deputados dos 250 do Parlamento.
As exigências tornam praticamente impossível a candidatura de um opositor exilado e é pouco provável que um opositor dentro do país se candidate. Bashar al-Asad, que ainda não anunciou oficialmente a candidatura, declarou em janeiro que existiam "muitas possibilidades" de disputar novamente.