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Parlamento sírio pede ao Congresso dos EUA que não autorize ataque

Presidente Jihad al-Laham diz que intervenação militar seria medida "imprudente"

O presidente do Parlamento sírio, Jihad al-Laham, pediu aos congressistas dos Estados Unidos que não autorizem um ataque militar contra seu país, antes de uma votação do Congresso americano prevista para 9 de setembro, informou nesta sexta-feira a agência de notícias estatal Sana. "Pedimos que não adotem medidas imprudentes, já que têm o poder de afastar os Estados Unidos do caminho da guerra e colocar no caminho da diplomacia", escreveu Jihad al-Laham aos representantes americanos.

Laham pediu que sua carta seja entregue a cada congressista antes do início das negociações a serem realizadas a pedido do presidente Barack Obama, que deseja punir o regime sírio por seu suposto uso de armas químicas em 21 de agosto. O ataque deixou centenas de mortos nas proximidades de Damasco, incluindo muitas crianças.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado americano deu um parecer favorável a um ataque à Síria. "Qualquer intervenção militar seria ilegal porque a Síria é um país soberano e não representa ameaça para os Estados Unidos e o Conselho de Segurança (das Nações Unidas) não autorizou ataques", declarou o chefe do Parlamento sírio.

Segundo Laham, um ataque americano seria ainda mais ilegal enquanto a missão de investigação da ONU não emitir suas conclusões sobre a utilização de armas químicas. Em 1º de setembro, Damasco exortou o Congresso americano a "mostrar sabedoria" e não autorizar um ataque. Dois dias atrás, Laham enviou uma carta do mesmo tipo aos parlamentares franceses que discutiram na quarta-feira a importância de uma intervenção militar contra o regime sírio.

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