Hoje, o presidente Viktor Yanukovytch deixou Kiev, segundo o oposicionista Vitali Klitschko declarou aos deputados no Parlamento, antes de pedir a "adoção de uma resolução que exija que Yanukovytch apresente a renúncia". De acordo com a colaboradora de Yanukovytch, Ganna German, o presidente está em Jarkiv. "Ele cumpre com suas funções constitucionais. Vai falar hoje pela televisão em Jarkiv", disse.
Mais cedo, jornalistas do Kanal 5 informaram que entraram sem dificuldades na residência de Yanukovytch, habitualmente muito vigiada, na periferia de Kiev. Manifestantes estavam a apenas 50 metros da entrada da presidência no centro da capital, outro local habitualmente submetido a uma rígida vigilância. Além disso, muitos partidários do presidente renunciaram, um dia depois da assinatura de um acordo entre o governo e a oposição para tentar acabar com a crise no país, que deixou dezenas de mortos nos últimos dias.
O acordo prevê importantes concessões de Yanukovytch, sob crescente pressão da comunidade internacionao: eleições presidenciais antecipadas, a formação de um governo de unidade nacional e o retorno à Constituição de 2004, que dá mais poderes ao Parlamento e ao governo.
O braço direito da opositora ucraniana Yulia Timoshenko, Olexander Turchinov, foi eleito neste sábado presidente do Parlamento ucraniano, em substituição a uma pessoa ligada ao chefe de Estado Viktor Yanukovytch. Turchinov recebeu 288 votos de um total de 450. O ex-presidente do Parlamento, Volodymyr Rybak, renunciou depois que vários deputados do Partido das Regiões, a formação de Yanukovytch, deixaram o partido. "As autoridades da Ucrânia retomam o trabalho para estabilizar a situação", declarou.