"Solicito a autorização correspondente para me ausentar do território nacional a partir de 24 de fevereiro por mais de cinco dias com o objetivo de me submeter novamente a uma necessária e inadiável intervenção cirúrgica na cidade de Havana", diz a carta que foi lida diante do plenário, de maioria governista.
Na terça-feira, Chávez anunciou que deverá se submeter a uma nova cirurgia após ter detectado uma "lesão" que tem uma "alta" probabilidade de ser cancerígena - segundo ele - na mesma região onde extraíram um tumor cancerígeno em junho de 2011 em Havana.
Cabello rejeitou um pedido da oposição de que Chávez delegue suas funções durante sua ausência ao vice-presidente Elías Jaua, como exigiu no ano passado quando o governante se ausentou várias vezes do país para se operar na primeira vez e se submeter a tratamentos de quimioterapia na capital cubana. Em 2011, Chávez continuou emitindo decretos e aprovando leis de Havana, apesar de posteriormente ter delegado parcialmente algumas de suas funções em Jaua.
Chávez, no poder desde 1999, havia dado por superado o câncer que lhe foi diagnosticado em 2011 e confiante sobre sua recuperação reiterou que buscará ser reeleito para um terceiro mandato nas eleições presidenciais de 7 de outubro nas quais competirá com o candidato opositor Henrique Capriles Radonski.