Uma comissão da Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, vai investigar se o partido
espanhol Podemos, cujos fundadores foram assessores do líder venezuelano Hugo Chávez, foi financiado pelo governo deste último, anunciou o seu presidente.
A "Comissão de Controladoria do Parlamento venezuelano investigará o suposto financiamento de mais de 7 milhões de euros do Podemos", informou o presidente da comissão, Freddy Guevara Cortez, em sua conta oficial no Facebook.
O jornal El País foi o primeiro a revelar nesta sexta-feira na Espanha a informação que rapidamente foi replicada por outros meios. De acordo com o El Pais e El Mundo, os pagamentos em questão teriam ocorrido entre 2003 e 2011 à fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS), que originou o Podemos.
O anúncio de Guevara no Facebook foi acompanhado por um documento, segundo o qual o governo venezuelano teria pago 7,1 milhões de euros (8 milhões de dólares) para pessoas ligadas ao Podemos, formação de esquerda radical espanhola.
"Temos de investigar o verdadeiro destino de uma quantidade tão grande de dinheiro, especialmente neste momento que a Venezuela está passando, de uma crise humanitária sem precedentes", acrescentou.
O documento publicado pelo presidente da comissão envolve três pessoas: Rafael Isea, ex-ministro das Finanças de Chávez, Pablo Iglesias, atual secretário-geral do Podemos, e Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do partido e seu principal ideólogo
Parlamento venezuelano investigará se "Podemos" foi financiado pelo chavismo
Governo teria pago 7,1 milhões de euros para formação de esquerda radical espanhola