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Partes do corpo de Khashoggi foram encontradas, diz emissora britânica

Restos mortais teriam sido achados no jardim da residência do cônsul saudita

Canal acrescentou que o rosto de Khashoggi foi "desfigurado" por seus executores
Canal acrescentou que o rosto de Khashoggi foi "desfigurado" por seus executores Foto : Mohammed Al-Shaikh / AFP / CP
Partes do corpo "esquartejado" do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que foi assassinado no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, no dia 2 deste mês, foram encontradas, informou nesta terça-feira a emissora britânica de TV Sky News. O canal, que não revelou suas fontes, acrescentou que o rosto de Khashoggi foi "desfigurado" por seus executores.

Os restos mortais, segundo a Sky News, foram achados no jardim da residência do cônsul saudita, Mohammed al Otaibi, que retornou a Riad em 16 de outubro, um dia antes que os peritos turcos fizessem buscas e inspeções no recinto. A notícia da suposta descobertade partes do corpo de Khashoggi vem à tona pouco de o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ter afirmado nesta terça que a morte do jornalista foi um "assassinato selvagem e planejado" e prometido que o caso será investigado a fundo.

"O assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi foi premeditado", declarou Erdogan em discurso no Parlamento em Ancara. "Está claro que a operação não ocorreu por acaso, mas foi fruto de um planejamento. Temos fortes indícios neste sentido", ressaltou o chefe de Estado.

Erdogan afirmou que a investigação das autoridades turcas continua e pediu que os 18 cidadãos detidos na Arábia Saudita por suspeita de envolvimento no assassinato sejam julgados na Turquia. O presidente também descreveu detalhes das investigações turcas que, até agora, tinham sido revelados na imprensa como vazamentos anônimos, enfatizando que o crime foi uma ação premeditada.

Erdogan confirmou que Khashoggi não deixou o consulado e que as investigações da polícia se estendem a uma floresta no noroeste de Istambul e ao município de Yalova, em uma província vizinha