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Participação nas legislativas francesas em forte baixa

Presidente Emmanuel Macron se encaminha para ter ampla maioria na Assembleia Nacional

Participação nas legislativas francesas em forte baixa
Participação nas legislativas francesas em forte baixa Foto : Fred Tanneau / AFP / CP
A participação no segundo turno das eleições legislativas francesas era de 35,33% em meados da tarde eleitoral em comparação com os 40,75% do mesmo período no primeiro turno, segundo o Ministério do Interior. Se esta tendência se mantiver, a participação pode cair a um mínimo histórico.

Mais de 47 milhões de eleitores estão convocados às urnas para esta votação que poderá voltar a ser marcada por uma importante abstenção, depois do recorde histórico (51,3%) do primeiro turno.

O presidente Emmanuel Macron espera conseguir uma confirmação por parte dos franceses após sua vitória em maio nas presidenciais contra a candidata de extrema direita, Marine Le Pen. O movimento do presidentese encaminha para a maioria absoluta nestas legislativas, segundo as últimas pesquisas.

Com uma maioria absoluta na Assembleia Nacional, o presidente mais jovem da história da França, com 39 anos, teria o caminho livre para aplicar suas ambiciosas reformas com as quais aspira tornar o mercado de trabalho mais liberal.

O movimento político de Macron, A República em Marcha (LREM), criado há apenas um ano, arrasou em 11 de junho com 32,3% dos votos, muito adiante da direita (21,5%), da extrema-direita (13,2%), da esquerda radical (13,7%) e do Partido Socialista (9,5%). Enquanto isso, os dois grandes partidos tradicionais de esquerda e de direita, o Partido Socialista e Os Republicanos, que dominavam a vida política francesa há meio século, devem sofrer um novo revés nas urnas.

O partido do antecessor de Macron, o socialista François Hollande, que controlava até agora a Assembleia com cerca de 300 deputados, teria apenas de 15 a 40 cadeiras das 577. Os Republicanos, com uma projeção de 60 a 80 cadeiras, se tornaria o principal partido de oposição, mas sua margem de manobra seria limitada.

Os eleitores rejeitaram no primeiro turno "tudo o que representava o sistema anterior e quiseram apostar em algo novo", resumiu o constitucionalista Didier Maus.