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A autoridade, que pediu para não ser identificada, afirmou que Mubarak chegou ao aeroporto da cidade de Sharm e foi recebido pelo governador local. A oposição realiza nesta sexta-feira o 18º dia de protestos contra o presidente. Além da praça Tahrir, tomada pelos manifestantes, a multidão também está próxima do palácio presidencial e da TV pública. As Forças Armadas apenas fazem barreiras para que não haja invasões.
Além do Cairo, há protestos em Alexandria, Mansura, Damnhur, Tanta, Mahalla, Asuit, Sohag, Bani Sawfi, Suez, Port Said e Damietta, informou o jornal britânico The Guardian. O opositor e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, disse que o Egito ia explodir e que o povo estava nas ruas, de acordo com a CNN. Ele é um dos possíveis nomes para conduzir o país a eleições - até o momento previstas para setembro - e também provável candidato, apesar de morar há muitos anos no exterior.
Exército fica em cima do muro
O Conselho Superior das Forças Armadas do país, presidido pelo ministro da Defesa, general Mohamed Hussein Tantaui, se reuniu nesta sexta-feira e anunciou que apoiava as medidas anunciadas na véspera pelo presidente. O órgão voltou, por outro lado, a manifestar seu apoio "às legítimas reivindicações do povo" e afirmou que está "estudando medidas" para defender os interesses do país.
Em meio aos rápidos desenvolvimentos no Egito e a relatos conflitantes sobre como será a transição de poder, a pergunta sobre o paradeiro de Mubarak ocupa o centro dos debates na imprensa internacional, segundo a Al Arabyia. Enquanto a TV estatal do Egito ainda informava que Mubarak preparava um novo comunicado, a ser transmitido ao vivo do palácio do governo, outros veículos de notícias egípcios sugeriam que o presidente já teria partido para o resort de Sharm el Sheikh em um avião militar e estaria acompanhado do chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o tenente-general Sami Annan.
Mubarak transferiu poderes ao vice
Mubarak, em seu anúncio desta quinta-feira, praticamente concedeu os poderes de governo do país ao vice-presidente, Omar Suleiman, nomeado por ele após o início dos protestos em massa que passaram a ocorrer desde 25 de janeiro. Suleiman, chefe do serviço secreto de Mubarak, é visto com desconfiança pelos manifestantes, por ser tido como alguém muito próximo do presidente.
Aos 82 anos, Mubarak governa o Egito desde 1981. Há relatos de que diplomatas teriam oferecido a ele uma “saída honrosa”, abdicando para fazer tratamento médico na Alemanha. Conhecido por seu orgulho, ele rejeitou categoricamente o proposta, de acordo com relatos publicados pelas imprensas francesa e a alemã.
As informações são do R7