O abalo sísmico de 7,7 ocorreu perto da cidade de Awaran, na província do Baluchistão, e foi sentido na Índia e no Irã. "Seis distritos - Awaran, Kech, Gwadar, Panjgur, Chaghi e Khuzdar - e uma população de mais de 300 mil pessoas foram afetados pelo terremoto", declarou Jan Muhamad Baledi, porta-voz do governo provincial.
"Os serviços de saúde estão com grandes dificuldades. Não há nenhum lugar onde possamos tratar os feridos em hospitais locais. Tentamos transferir os feridos graves para Karachi em helicópteros e os outros para distritos vizinhos", completou.
O ministro provincial do Interior, Azad Gilani, disse que a prioridade é levar os feridos aos hospitais. "Os socorristas buscam corpos, mas nossa verdadeira prioridade é transportar os feridos aos hospitais o mais rápido possível", afirmou. As autoridades paquistanesas decretaram estado de emergência em parte do Baluquistão.
O exército paquistanês já enviou 100 médicos, mobilizou mil soldados na região e montou um hospital de campanha em uma das localidades mais afetadas. O Centro Geofísico dos Estados Unidos (USGS) emitiu um "alerta vermelho" depois do terremoto, por considerar "provável" um número elevado de vítimas.
"No passado, terremotos deste tipo precisaram de respostas nacionais e internacionais", ressaltou o instituto. O diretor dos serviços sismológicos paquistaneses, Zahid Rafim, advertiu que tremores secundários estão previstos.
O porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Kahran Zia, admitiu que o número de vítimas pode aumentar. Adiantou que foram enviados ao local helicópteros do exército para transportar os feridos mais graves para as cidades de Quetta e Karachi.
No Baluchistão, os terremotos são frequentes. Em 2008, a área foi afetada por um terramoto que deixou mais de 200 mortos. O pior terremoto da história do Paquistão ocorreu em 2005 na região da Cachemira, território no Norte do país disputado com a Índia. Estima-se que tenham morrido pelo menos 80 mil pessoas.