"Os acusados atuaram com grave imprudência, de uma forma sem sentido, com total desprezo pela segurança, vida e bem-estar dos demandantes", afirmou o advogado Marc Bern. Ele é um dos que entraram com ação em tribunais americanos, buscando resposta diretamente com a Carnival.
Analistas jurídicos, contudo, avaliam que será difícil obter vitória em ações apresentadas na Flórida, porque as passagens dos cruzeiros Costa dizem que qualquer ação legal contra a empresa deve ser apresentada na Itália. Entre os 39 demandantes estão passageiros da Itália, Estados Unidos, Alemanha, Kazaquistão, Canadá, Coreia, China e quatro sobreviventes da Venezuela.
"Nosso objetivo com esta ação é que as empresas de cruzeiros deixem de investir em enormes embarcações e na publicidade que vende férias de sonhos que não podem cumprir porque não investem em segurança nem em preparação do pessoal", relatou Oscar Alemán, venezuelano que cumpre trâmites legais e recupera documentos que perdeu no naufrágio.
Um mês depois do naufrágio do Costa Concordia, no qual 32 pessoas morreram e 15 continuam desaparecidas, o cruzeiro continua tombado perto de Giglio, onde começou no domingo a extração de combustível. A empresa Costa ampliou até 31 de março o prazo para que os passageiros cobrem uma compensação de 11.000 euros mais o reembolso das passagens e os gastos que tiveram para retornar a suas casas.
"Essas são esmolas que nos parecem uma brincadeira", disparou Juan Carrasquel, outro dos sobreviventes venezuelanos que nesta terça-feira acompanharam os advogados para apresentar a ação em Miami. Na nova ação, os advogados americanos enfatizam a responsabilidade do capitão Francesco Schettino, no mal controle dos trabalhos de avaliação do barco e na "negligência da tripulação" que provocou a crise de "angústia emocional" nos passageiros do barco.