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Além disso, dom Odilo Scherer apelou para que seja feita uma distinção entre as denúncias de escândalos sexuais, desvio de recursos e de divisão interna da Igreja Católica Apostólica Romana. Para o arcebispo, é necessário punir os responsáveis. Dom Odilo, no entanto, evitou opinar sobre se as investigações estão entre as prioridades do Papa Francisco. O arcebispo defendeu que os responsáveis pelos desvios de comportamento sejam punidos e pediu que não se confundam indivíduos com a instituição da Igreja. “As pessoas devem ser responsabilizadas, não a instituição”, destacou.
Ao ser perguntado se as investigações serão levadas adiante pelo Papa Francisco, dom Odilo evitou entrar em detalhes, mas foi incisivo: “A Igreja não aprova escândalos, nem os incentiva”. Para ele, apurar escândalos “é missão permanente dos papas. O Papa Bento XVI deu a vida por isso. Tenho certeza que o Papa Francisco vai continuar a fazer isso”, ressaltou.