O pedreiro haitiano Sergio Derat, de 44 anos, trabalha para os militares brasileiros no Haiti. Antes, foi cozinheiro e, nos bons tempos, deu aula de francês para crianças em seu país. Ele diz que o Haiti precisa de trabalho e que vai se reerguer com a ajuda humanitária internacional, mas que é necessária outra classe dirigente, que reduza a diferença entre os 10% que detém 90% da riqueza e o restante da população. “O Haiti precisa de um Plano Marshall” (investimento dos Estados Unidos na reconstrução da Europa no período pós-guerra).
Derat fala quatro idiomas e, em entrevista, ele diz estar esperançoso com o seu país. Ele conversou com a reportagem em um orfanato localizado no subúrbio da capital, construído pela Companhia de Força de Paz Haiti, composta por engenheiros brasileiros, duas semanas antes do terremoto.
Só o muro externo do centro de proteção aos menores ruiu e já está reconstruído. Derat também estudou contabilidade e diz que seu sonho, por enquanto, é voltar a trabalhar na cozinha dos engenheiros brasileiros no Haiti.
Pedreiro haitiano diz que país precisa de trabalho
Derat espera redução da diferença entre os 10% que detém 90% da riqueza e o resto da população