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Pelo menos 17 morrem em atentado suicida em Cabul

Entre os mortos, há estrangeiros e policiais afegãos

Dois terroristas suicidas foram mortos pela Polícia na mesma área da capital afegã
Dois terroristas suicidas foram mortos pela Polícia na mesma área da capital afegã Foto : Behrouz Mehri / AFP
Pelo menos 17 pessoas, entre elas vários estrangeiros, morreram nesta sexta-feira em um atentado cometido no centro de Cabul e reivindicado pelos talibãs. Dois terroristas suicidas foram mortos pela Polícia na mesma área da capital afegã, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary. "Um homem acionou sua bomba diante de um café próximo ao Complexo Safi", declarou o porta-voz do Interior, referindo-se a um elegante complexo do centro da cidade, que reúne um hotel e lojas.

Testemunhas asseguraram que ouviram outras duas explosões menores e disparos esporádicos. Até agora não está claro se o atentado principal foi cometido por um suicida a pé ou com um carro-bomba, como assegurou um oficial da Polícia. "O registro é de 17 mortos, sendo um italiano e três policiais afegãos", declarou Zemarai. Um cidadão indiano também está entre os mortos.

Em Paris, um comunicado do Ministério das Relações Exteriores indicou que um dos mortos é um francês, que estava de passagem em Cabul. O atentado ocorreu próximo ao hotel Park Residence, no qual vários indianos trabalhavam. O centro da cidade estava pouco movimentado na hora em que ocorreu a explosão, pouco depois do amanhecer. A "Zona Verde", bairro diplomático onde também moram personalidades políticas e estrangeiros em pleno centro de Cabul, foi cercada imediatamente depois do atentado e a Polícia pedia que os moradores não saíssem de suas casas.

"Reivindicamos" o ataque, declarou por telefone à AFP Zabihullah Mujahed, porta-voz dos insurgentes islamitas. "Oito combatentes nossos realizaram o ataque, um detonou seu carro-bomba diante de um hotel, outros dois também ativaram suas bombas. Os outros permanecem presentes no local", assegurou. A insurreição dos talibãs se intensificou consideravelmente e se estendeu por quase todo o país nos últimos anos. Seus militantes agem com cada vez mais frequência em Cabul, com ataques de comandos ou atentados suicidas.