Pelo menos quatro soldados morreram na quinta-feira em uma explosão em um posto de controle militar em Maiduguri (nordeste da Nigéria), ao mesmo tempo que 31 pessoas faleceram em um atentado no mesmo dia em um mercado de Yola, na mesma região do país.
Um balanço anterior citava dois mortos no mercado de Yola. Em Maiduguri, um caminhão que transportava lenha conseguiu passar por vários postos de controle antes de explodir perto de uma área militar de Maimalari. "Foi um atentado suicida contra o último posto de controle militar. Pelo menos quatro soldados morreram e vários ficaram feridos", disse um morador da área. Durante a noite, uma explosão atingiu o mercado central de Jimeta, na cidade de Yola, também no nordeste da Nigéria, quando os vendedores desmontavam as barracas.
O ataque, que não foi reivindicado até o momento, matou pelo menos 31 pessoas e deixou 38 feridos, segundo a polícia. O nordeste da Nigéria é cenário frequente de ataques do grupo islamita Boko Haram desde o início de sua insurreição armada, há seis anos. O grupo foi criado em 2002 em Maidaguri, capital do estado de Borno, e esta cidade foi durante muito tempo seu reduto, antes de uma operação do exército que expulsou os insurgentes.
Desde sábado, dia em que tomou posse o novo presidente, Muhamadu Buhari, a cidade sofreu uma onda de ataques.
O Boko Haram é considerado responsável por todos os atentados, apesar de não ter reivindicado nenhum deles.
Yola, que já sofreu ataques, era considerada uma zona relativamente segura para milhares de pessoas que tentam fugir da violência em outros estados nigerianos.
Pelo menos 35 mortos em explosões na Nigéria
Caminhão carregado com lenha passou por vários postos de controle antes de explodir