O gaúcho de Pelotas Vitor Pinheiro Melo, de 35 anos, relatou os momentos de angústia que passou após o naufrágio do navio no qual estava na costa do Líbano. Ele fazia a terceira viagem pela companhia e, depois de entregar a carga de gado e ovelhas, deveria voar para o Brasil na próxima segunda-feira.
Melo, que é assistente veterinário, deve receber alta neste sábado do hospital Monla, em Trípoli. Ele contou que ficou agarrado em uma tábua à deriva, na espera do socorro. Passar frio foi o pior de tudo. “A água estava muito gelada. Não tinha como nadar, tinha muita onda”, relatou.
Melo disse que, quando viu uma luz ao longe, tentou chamar a atenção. “Eu vi uma luz longe, peguei o apito e comecei a assobiar. Levantei a mão, me resgataram, mas aí também foi difícil porque era um barco pequeno e tinha onda muito grande”. Ele já falou com a família e espera voltar no dia previsto para o País.
O tripulante também contou que percebeu que algo estava errado quando, no sexto andar da embarcação, a inclinação era muito grande e não voltava ao normal. “Inicialmente achei que estivessem lavando, porque inclinam o barco para lavar, mas estava inclinando demais e demorando para voltar. Então eu fui para cima pegar o salva-vidas e daí para a parte mais alta”. Nestes instantes, houve pânico no barco e ele mesmo estava muito nervoso.
As informações são do R7.
Pelotense fala sobre naufrágio na costa do Líbano
Vitor Pinheiro Melo viajava com a companhia pela terceira vez