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"Pensei que todos íamos morrer", diz professora que salvou alunos de massacre

Atirador forçou entrada em escola primária dos EUA

Americanos homenageiam as vítimas do massacre em escola primária
Americanos homenageiam as vítimas do massacre em escola primária Foto : Emmanuel Dunand / AFP
"Pensei que todos íamos morrer". Este foi o forte testemunho de uma jovem professora que conseguiu esconder seus 15 alunos pequenos num banheiro durante o massacre na escola de Newtown (Connecticut, nordeste dos Estados Unidos). Lutando para conter o choro, Kaitlin Roig, professora do ensino fundamental, relatou à emissora ABC a estressante odisseia por que passou para tirar os alunos da escola Sandy Hook da vista do atirador que matou 20 crianças e seis adultos, antes de cometer suicídio.

Com a voz embargada pelo choro, Roig relatou a angústia daqueles momentos. Quando ouviu os disparos, reuniu as crianças – sua classe tinha uma grande janela perigosamente exposta – e as escondeu num pequeno banheiro.
Através da porta, empurrou uma estante e trancou o recinto por dentro. "Disse a eles: saibam que amo muito vocês. Pensei que seria o último que ouviriam", contou Roig. 

Os alunos estavam aterrorizados e a professora decidiu começar um jogo para distraí-los, apesar do temor de saber que tanto ela quanto as crianças, com idades entre 6 e 7 anos, podiam ser as próximas vítimas. "Disse a elas que ficassem caladas. Absolutamente caladas", lembrou. Nesse silêncio assustador, ela e os alunos ouviram os estampidos nos corredores, a pouca distância de seu improvisado esconderijo.

"Disse a eles que havia meninos maus do lado de fora e que tínhamos que esperar pelos meninos bons", contou a professora. Mas alguns começaram a chorar e outros a perguntar pelos pais, dizendo que queriam voltar para casa. Um deles pediu aos demais que não se preocupassem porque sabia caratê e os ajudaria a sair dali sãos e salvos, contou a professora.

Roig tentou acalmá-los, dizendo: "tudo vai sair bem. Mostrem-me seus sorrisos". "Dizia a mim mesma, 'somos os próximos'", lembrou Roig, com pavor. Mas, os disparos cessaram, a polícia bateu na porta e disse que saíssem, pondo fim ao pesadelo.

Atirador forçou a entrada

O porta-voz da polícia de Connecticut, Paul Vance, afirmou, em entrevista coletiva neste sábado, que o atirador forçou a entrada no colégio para cometer os assassinatos. Além disso, investigadores teriam encontrado evidências que apontam para a motivação do suspeito para cometer o massacre.

Vance não quis revelar detalhes da investigação, apenas que a mulher encontrada morta na segunda cena do crime tem parentesco com o atirador. Informações extra-oficiais apontam que seria Nancy Lanza, funcionária da escola e mãe do susposto assassino Adam Lanza, de 20 anos.



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