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Pentágono quer respostas diplomáticas e não militares contra o Irã

Governo iraniano nega conspiração para matar embaixador saudita em Washington

O Pentágono indicou nesta quarta-feira que o suposto complô do Irã para assassinar o embaixador saudita em Washington requer uma resposta diplomática e legal, minimizando a possibilidade de uma ação militar. "O exército dos Estados Unidos têm preocupações de longa data acerca da influência do Irã na região. No entanto, em relação a esse caso, trata-se de uma questão de caráter judicial e diplomático", disse o porta-voz do Pentágono John Kirby.

Questionado se os Estados Unidos tinham descartado ações militares, Kirby respondeu: "Apenas o presidente tem o poder de usar ou não seu exército. Isso está sendo tratado pelo Departamento de Justiça. É apropriado neste caso".

O Departamento de Justiça acusou na terça-feira dois iranianos de conspiração para assassinar o embaixador saudita, Adel al-Jubeir, e alegou que eles tinham o apoio da Guarda Revolucionária iraniana. Em Nova Iorque, os diplomatas americanos iniciaram nesta quarta-feira uma série de reuniões sobre o caso com os embaixadores dos estados membros do Conselho de Segurança.

"O objetivo, por enquanto, é seguir impondo uma pressão financeira e diplomática sobre os iranianos", declarou outro porta-voz do Pentágono, George Little.

Irã nega conspiração

O Irã negou as acusações americanas que o envolvem em um plano para assassinar o embaixador saudita nos Estados Unidos e afirmou, nesta quarta-feira, que se trata de um golpe montado por Washington com o objetivo de dividir os países muçulmanos para tirar Israel do isolamento atual.

"As relações entre Irã e Arábia Saudita se baseiam no respeito mútuo e uma acusação sem fundamento como esta não levará a lugar algum", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast.

Teerã manifestou, no entanto, sua preocupação com as possíveis consequências das acusações americanas e alertou os Estados Unidos para qualquer tentativa de "enfrentamento". "Não buscamos o confronto, mas se (os Estados Unidos) quiserem, as consequências serão mais graves para eles do que para o Irã", disse o chefe da diplomacia, Ali Akbar Salehi.

O Irã também alertou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assim como o Conselho de Segurança, sobre as "consequências perigosas" que as acusações americanas poderão ter na estabilidade do Golfo e do Oriente Médio. Em uma carta oficial, o embaixador do Irã na ONU, Mohammad Jazaee, também pediu que os "vizinhos muçulmanos permaneçam alertas frente às campanhas viciosas (dos Estados Unidos) destinadas a prejudicar a paz e as relações amistosas entre os países da região".

As autoridades sauditas optaram por uma relativa discrição, limitando-se a condenar "uma violação odiosa das convenções internacionais", em um comunicado de sua embaixada em Washington. Os círculos diplomáticos em Teerã destacam que este caso ocorre em um momento em que as relações entre iranianos e sauditas se deterioraram muito após a intervenção militar saudita no Bahrein em março passado para ajudar a reprimir a revolta da população, majoritariamente xiita, como no Irã, contra a dinastia sunita do emirado.


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