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Pentágono enviará 200 soldados da Guarda Nacional a Portland

Medida foi contestada pelo governador democrata do estado

Mobilização militar é defendida pelo presidente Donald Trump
Mobilização militar é defendida pelo presidente Donald Trump Foto : Kevin Dietsch / Getty Images via AFP

O Pentágono anunciou nesta segunda-feira (29) o envio de 200 soldados da Guarda Nacional para Portland, a maior cidade do estado do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos. A medida, no entanto, foi imediatamente contestada pelo governador democrata do estado.

As tropas "serão convocadas para o serviço federal imediatamente por um período de 60 dias para proteger o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e outros funcionários do governo americano que desempenham funções federais", informou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado. Portland tem sido palco de protestos frequentes e em pequena escala contra as operações federais de combate à imigração ilegal.

Tensão política

A mobilização militar é defendida pelo presidente Donald Trump como necessária para combater o crime e a imigração irregular. Trump tem historicamente usado essa tática em cidades governadas por democratas, como Los Angeles e Washington. Em Los Angeles, um envio semelhante gerou grandes protestos em agosto e também foi contestado pelo governador.

O estado do Oregon reagiu ao anúncio federal, apresentando uma ação judicial no domingo para bloquear a mobilização. O governador democrata alegou que a medida responde ao "desejo de Trump de normalizar o uso de tropas militares para atividades rotineiras de aplicação da lei", especialmente em jurisdições administradas por seus opositores políticos.

Legalidade e escala dos protestos

Autoridades estaduais contestaram a necessidade do envio da Guarda Nacional a Portland. Elas alegam que, ao contrário do que afirma a administração Trump, os protestos contra o ICE têm sido pacíficos e de pequena escala.

O processo judicial apresentado pelo Oregon indica que as manifestações atraíram menos de 30 pessoas e que não resultaram em nenhuma prisão desde meados de junho, enfraquecendo a justificativa federal de que há uma situação de emergência de segurança pública que exija intervenção militar.